quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Escolhas.

Nos últimos meses tenho aprendido muitas coisas, nem todas da melhor forma possível.
Ouvi dizer que só damos valor às coisas quando as perdemos, que a grama do visinho e sempre mais verde que a sua quando as coisas estão difíceis, e o que aconteceu?
Fui parar na grama vizinha! A primeira impressão que tive foi “esta grama e mais viva que a minha?!” mais de segundo plano senti falta de minha antiga morada , senti falta da segurança que me trazia , senti falta do cheiro que exalava. Mais já era tarde de mais, pois fechei as portas do que hoje sei FOI E SEMPRE SERÁ meu eterno lar, não sei se vou voltar para casa mais sei que aprendi a amar as coisas verdadeiras.


Sei que o futuro não está pronto. Deus tem propósitos, mas não tem planos. A história caminha rumo ao fim bom de toda a criação – reino de Deus, mas segue sua sina construída a quatro mãos: divinas e humanas. Há quatro variáveis dentro das quais a história se desenrola. Quatro variáveis que servem de moldura para que cada ser humano escreva sua própria história enquanto coopera na escrita da história de Deus.

A circunstâncias são a primeira variável. Todos somos postos dentro de contextos a respeito dos quais não tivemos qualquer influência. A começar do dia, hora e local do nosso nascimento. Na verdade, a começar do próprio nascimento: ninguém pediu pra nascer. A vida se desenrola e nos coloca diante de horizontes independem de nossa vontade e desejos: sua família de origem, a escola de sua infância, a cidade onde seus pais se fixaram, a condição econômica e financeira de sua casa, os primeiros amigos, o número de irmãos, e uma série de outros detalhes que simplesmente fazem parte de sua vida antes mesmo de você ter consciência de sua existência.

As oportunidades são a segunda variável. Cada circunstância contém em si mesma um horizonte imenso de oportunidades. O que para uma pessoa é uma situação indesejada, para outra pode ser uma ocasião privilegiada. Depende muito de como cada um encara a realidade.

Nas circunstâncias surgem as oportunidades e as oportunidades exigem decisões, a terceira variável. Somos escravos de nossa liberdade. Decidir é inevitável. Mesmo quem não decide nada tomou uma decisão: a decisão de não decidir. Imagine que a circunstância é uma sala. Nesta sala existem muitas portas, cada uma delas é uma oportunidade. Todo ser humano tem o sagrado privilégio de escolher uma porta para chegar a outro horizonte de oportunidades. É verdade que de vez em quando alguém ou algo nos empurra porta adentro sem que a tenhamos escolhido), mas ainda assim, estaremos diante de muitas outras portas, e assim sucessivamente, de sala em sala, até a última porta.




Dentro de cada circunstância, um monte de oportunidades, que por sua vez exigem decisões. Por sobre tudo isso está Deus – perdoe-me adjetivá-lo de “variável”, a quarta variável. O que Deus faz ou deixa de fazer está na categoria do mistério, foge às nossas possibilidades e mesmo quando o discernimos, geralmente é depois que a coisa já está feita. Por esta razão, devemos cuidar do que está em nossas mãos: encarar as circunstância, discernir oportunidades e tomar decisões. Crendo sempre que Deus está sobre tudo e todos, cuidando de nós e agindo em nós, através de nós e apesar de nós para que nossa história pessoal seja alinhada à sua história eterna. Como ele faz isso eu não faço a menor idéia. Não sei o que, quando e como Deus agiu ou age em minha história. Mas isso não está em minhas mãos. Tudo quanto posso fazer é abrir a porta de minha vida para que Deus entre e assuma o controle.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Alma Confusa.

Pouca coisa é mais danosa do que a alma dividida: estar num lugar com a cabeça em outro; com uma pessoa, tendo outra a ocupar o afeto; num trabalho, desejando outra maneira de vencer os dias; numa família, invejando outra; numa estrada, ansiando outro destino; numa personagem, sabotando a real identidade do si mesmo. Tenho um monte de coisas para fazer, e não consigo produzir, acho que é o cansaço. Enquanto espero a hora do próximo compromisso me bateu um enfado do tipo “e daí?”. Fui tomado por um sentimento de “chega de coisas óbvias, alguém, por favor, me diga alguma coisa que eu ainda não tenha ouvido, uma coisa nova, me mostre um ponto de vista diferente, me aponte na direção de alguma coisa realmente surpreendente, e me diga como sair desta mesmice previsível”.


De súbito me censurei, dizendo para mim mesmo “e aí, companheiro, tá dando uma de louco, que busca novidade e não se satisfaz nunca?”, e depois fui um pouco mais cruel, “você ainda não encontrou a grande novidade? Não é você quem diz por aí que quem se encontra com Cristo mata a sede de vez porque tem dentro de si um rio de água viva?”. Evidentemente, não sou de ficar calado quando esse tipo de confrontação bate na minha consciência e fui logo respondendo que “Jesus coloca um rio de água viva dentro da gente, o que é bem diferente de dar um copo d’água definitivo, que a gente bebe de uma vez por todas para nunca mais ter sêde. A brincadeira não é tomar um copo e nunca mais ter que voltar a Jesus. A graça da coisa não é beber um copo d’água, mas voltar sempre, não apenas para tomar um copo, mas para mergulhar o mais fundo no rio de água viva. Ou a gente mergulha todo dia ou cai mesmo nesse marasmo enfadonho e cinzento que de vez em quando fica bem parecido com escuridão. Então me dá licença, que eu vou vestir um calção!".......rsrsrrs