sábado, 23 de novembro de 2013

Imperfeição.


Não absorvo nem metade do que repara os olhos.

Sinto, e trago sempre o desejo da verdade, Contorno que se abre, Belo Horizonte.

Digo a verdade, minto, talvez pra manter intacta a sanidade.

Aberto ao avesso, oposto ao niilismo, penso porque sinto e não sinto porque penso.

Se não perco o medo de perder tudo, não começo a viver.

Saber, quem sabe é, saber que não sabe nem o fim nem o começo.

Desejo é séptico, a carne é cética, a alma é doce e forte como o sangue pardo que trago e tenho. 


Não há vida sem razão, sem emoção, sem contradições, sem alegrias, sem tristezas, sem AMOR.

"Perfeição é coisa de menininha tocadora de piano."
Nelson Rodrigues

Nenhum comentário:

Postar um comentário